segunda-feira, 4 de maio de 2015

ANGÚSTIA

Quando a angústia
desdobra em mim
açoites
e as lágrimas formam rios
nos pensamentos inquietos,
vertentes de sonhos
acalentam-se na espuma macia
das almofadas da sala
e vislumbram a rua
vazia de pegadas e folhas
insinuando um universo
impossível de transpor.

A angústia, poça d'água
depois da chuva,
murmura dores,
murmura o silêncio enterrado na alma.
Helena Rosali

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