domingo, 7 de setembro de 2014

VERTENTES DE SONHOS

Quando a angústia
desdobra em mim
açoites,
e as lágrimas formam rios
nos pensamentos inquietos,
vertentes de sonhos
acalentam-se
na espuma macia das almofadas da sala.

E esses mesmos sonhos
vislumbram a rua
vazia de pegadas e folhas,
mostrando um universo
impossível de transpor.

A angústia, poça d'água
depois da chuva,
murmura dores,
murmura o silêncio
enterrado na alma.

Helena Rosali

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