quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Um dia para refletir

Viajando pelas estradas de São Paulo, contornando montanhas, admirando as nuvens, sentindo o vento gelado, reportei-me aos dias em que, criança ouvia meu avô tocando violão e cantando nas noites das minhas férias escolares.
Na fazenda, o cheiro úmido do mato, o mugido do gado e o luar formavam a cena perfeita para minhas memórias.
Da cozinha escapava o cheiro maravilhoso do arroz de carreteiro de minha avó. Que ela fazia com carne seca e arroz lá da fazenda, descascado no pilão e abanado na peneira. E, com o detalhe de ser feito no fogão à lenha.
Saudades do vô Auro e da vó Aurora.
Hoje, dia de finados, percebi a saudade de tempos que nunca mais vou viver.
Perdida nos pensamentos, fiz orações para eles e lembrei-me que este mundo material é só uma passagem, um tempo de aprendizado para algo infinitamente maior.
Dia desses sonhei com minha vó Ernestina e saí atrás dela tentando acompanhá-la. No sonho ela pediu que eu voltasse para trocar a roupa que estava usando. Foi tão real e sei que quando eu for para o outro lado, certamente vou encontrá-la.
Obrigada queridos avôs e avós pela grande alegria que proporcionaram aos meus dias de criança.
Helena Rosali

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